segunda-feira, 9 de março de 2009

Acessórios da Beleza


Antes de tudo peço perdão pelo mês inteeeiro sem post. Faz parte né gente, mulher tem fases, rs! Bom, hoje vou escrever sobre a piração das cabeças ultra vaidosas femininas em relação aos acessórios da beleza.

O que é um acessório da beleza? É aquela coisinha que você usa pra ficar mais bonitinha, pá. Uma chapinha aqui, um blush bem marcado acolá, um salto pra empinar o bumbum e deixar a batata da perna parecendo mais durinha (até as que parecem um purê de batata), enfim, essas tapeações super legais da indústria moderna. Quem vive sem, né não?!

É que na madrugada de sábado para domingo, no meio de um showzinho de rock, uma amiga me olha e diz: “ah, minhas pernas estão doendo muito. É que estou sem salto. Ahh, meu calcanhar...não agüenta!”. Putzzz, deveria ser o contrário, porque não há acessório da beleza mais dolorido que um lindo e elegante salto alto. E aí eu me lembrei de quantas vezes já ouvi o mesmo comentário. Gente, o mundo está de pernas pro ar. E pernas com pés e salto agulha!

Antes mesmo de eu processar meus pensamentos acerca do desconforto que um chinelinho pode causar, ela olhou para as unhas e disse: “humm, quando minhas unhas estão sem esmalte, elas doem, acredita?!”. No, I can’t believe! Rs! Nem sei se isso tinha alguma explicação fisiológica, mas juntei pé e unha e caí na risada.

Quantas mulheres devem se olhar no espelho de manhã e se sentirem sem identidade? “Quem é essa aí no espelho, cruzes!” hahaha Descabelada, com remelinha no olho, sem maquiagem, salto, sem nenhum acessório da beleza! Tem gente que só vira gente depois da produção. E sentir mais segurança com um acessório aqui e outro ali é coisa de todos nós. Por isso separei uns poucos exemplos de como esses acessórios influenciam na personalidade de mulheres que piram na vaidade. Isso dá uma tese de doutorado minha filhaaaa!

- Mulher sem peito: se sai de casa sem um sutiã de bojinho ou enchimento, isso prejudica a comunicação, totalmente. Ela pára de gesticular quando conversa, porque fica com os braços cruzados ou segura coisas ou entrelaça as mãos na frente dos peitinhos. Sem gesticular, ela fala menos, pouco, quase nada. Não evolui na conversa...;

- Mulher com olheira: xiii, isso é fogo! Mulher sem corretivo para usar nas olheiras (que ela sempre vê com um contraste um milhão de vezes maior que o resto da humanidade) não sai de casa, mesmo. Só se for de dia, com óculos escuros. Aí fica anti-social ou blasé, não olha para ninguém, jamais. Não evolui na sociabilidade e simpatia...;

- Mulher baixinha: sair sem salto é o apocalipse. Salto alto é a pseudo-segurança de qualquer baixinha pirada na vaidade. Se sai sem, por algum motivo, acha que ninguém a enxerga, sente-se invisível e os pés ainda doem, rs. Não evolui na procura de horizontes, rs, ...;

- Mulher de grenho: lê-se mulher de cabelo não-liso e que detesta não ter cabelo liso. Se não usa um anti-frizz poderoso, escova, chapinha e finaliza com reparador de pontas, não consegue sair de casa (ah, eu tenho umas dicas de bons anti-frizz, se alguém quiser...rss). Não cai na piscina nos churrascos legais, não vai tomar banho de cachoeira ou afins, não fica em ambientes abertos em dia de chuvisco, muito menos de chuva. Não evolui na diversão...;

- Mulher pálida: lê-se mulher que se acha pálida e é viciada em um dos acessórios da vaidade mais legais: o blush! Sem ele, ela não se sente bem em lugar nenhum, se sente pálida, amarela, branquela, sem vida, sem astral, sem um rumo na vida, sabe?! Fica hipocondríaca, até começa a espirrar, achando que está doente mesmo quando vê sua face descorada. Não evolui na alegria de viver...;

- Mulher sem perfume: ih, essa acha que ta fedendo. Se passa por uma caixa de esgoto aberta, tem certeza que o cheiro vem dela. Fica neurótica. Olha desconfiada pros outros, porque acha que todo mundo ta olhando pra ela e flagrando que ela não está cheirosa. Afasta-se das pessoas, cumprimenta só de longe. Não evolui na coletividade...


Exageros à parte, atire o primeiro estojo de blush aquela que não tem o seu viciozinho.
Obs: se for viciada em blush, atire a primeira pedra mesmo.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Com ela ou com ele?


Hoje, domingão de sol, estava eu em uma piscina azul e refrescante, cheia de belas pessoas e drinks saborosos. Mentira. Estava eu, na verdade, em uma interminável (e que ainda não terminou) seleção de vaga pra repórter, rs. Alguns vários jornalistas em torno de uma mesa, papeando e esperando sua vez. Até que, inevitavelmente, tocamos no assunto mais badalado das manchetes recentes: o flagrante de um vereador de Cuiabá que foi pego bêbado, transando com um travesti menor de idade (procura no Google “Ralf Leite”, rs). Depois de muitas discussões sobre o tema, enfim uma mulher soltou uma (e eu estava apreensiva, doida pra “pescar” um comentário bem ‘ervilhístico’). Pois bem, ela disse “Deus me livre de ser casada com um homem desses. Preferia ser traída por mil mulheres, mas jamais por um homem”.

Imediatamente pude observar o silêncio e a introspecção das demais representantes do sexo feminino à mesa. Certamente, desenvolviam suas teorias. Algumas, com caretas na face, provavelmente imaginavam o companheiro atracado com outro macho, ui! Ou com uma fêmea também (traição dá caretas de qualquer jeito). Depois do período silencioso, uma outra arriscou: “Eu penso o contrário! Se meu marido me traísse, preferiria que fosse com um homem sim! Me sentiria muito melhor se fosse trocada por mil homens que por qualquer mulher.” Aí, confesso que foi minha vez de ficar introspectiva e pensar. Nem pude observar as faces das outras mulheres pra sentir a reação delas. Quem sabe até me observavam, rs. A da primeira declaração “absurdou-se” e repetiu sua opinião. Então, abri a boca e disse concordar com a segunda. Indagaram-me por que.

Bom, ser trocada por outra mulher vai abaixar sua auto-estima e vai fazer com que se pergunte, inevitavelmente, “o que ela tem que eu não tenho?”. Você vai divagar, pensar, se torturar, comparar, questionar e não vai chegar a merda de conclusão nenhuma!

Caso dois: você é trocada por um homem. Aí, horrorizada e com a auto-estima também a níveis catastróficos, você vai fazer a mesma pergunta, “o que ELE tem que eu não tenho?”. Só que dessa vez, a resposta é bem simples e clara, meu bem! Simples, clara (ou escura) e com um comprimento médio de 6 a 7 polegadas, rs! ELE tem um pênis! Algo que você jamaaaaaaais teria.
Então, nem que você malhasse muito e tivesse um corpo invejável, nem que você devorasse livros e tivesse assunto sobre todas as coisas do universo, nem que você deixasse a televisão sempre ligada nos canais esportivos e colocasse uma geladeira da skol do lado, e fizesse calabresa acebolada e picanha com um dedo de gordura sempre, ou jamais discutisse a relação e nunca pedisse pro seu amor te acompanhar nas compras, nem com tudo isso, ele jamaaaaaaais se sentiria ‘preenchido’ ao seu lado (hahahahah).

Automaticamente, a culpa passa a não ser sua. “Ele não gosta de mulher”. Sem culpa, tudo é mais fácil de ser restabelecido. Se não há o que fazer, não há nada que ainda possa ser feito. Então, a fila anda. Provavelmente com um pouco de trauma aqui ou ali, mas anda, rs.

O que vocês acham? Melhor (leia-se ‘menos pior') com Ela ou com Ele? São dois lados de uma moeda sobre um assunto de alguém que pode cortar pros dois lados. Uma faca de dois gumes. É tudo tão dúbio, né não?!

Já que entrei no assunto homem x homem, to pensando em desenvolver um manual, para a próxima semana, chamado “Dez maneiras para descobrir se seu namorado é gay”. Se você já tem alguma maneira, me conte. E se o manual ficar bom, sabe que acho boa idéia mandar pra revista Nova? Eles adoram essa coisa de manual com alguma-coisa-número e alguma-coisa-homem... rs....

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Psicopatas do Amor


Ok. Você mulher está doida por um corpo. Uma ficada. Um lance. Um affair de fim de semana. Enfim, coisa do tipo. Aí topa com uma figura, analisa, projeta e pensa que achou o que queria. “Olha o tipo desse aí, certeza que nem meu telefone vai pedir pra ligar no dia seguinte... É esse!”.
Beleza, fica com o cara, super interessante, gente boa. “Foi uma ótima escolha”, você pensa. Aí no fim da balada o bonitão pede seu telefone e diz que vai ligar no dia seguinte. Você tem vontade de rir (e ri muito por dentro) [adoooooro rir por dentro, é ótimo!], pensa que é só aquele velho papo que todo mundo se cansa de ouvir, e dá seu telefone.
Merda feita. Acorda no outro dia com olheiras enormes, sensação de sucesso e louca por um copo d’água. Aí seu telefone toca. Número estranho no visor. Atende e ouve “Bom dia linda! Liguei só pra te desejar um bom dia! Como você ta? Dormiu bem?” (até aí é grave. Se ele, além de te acordar, te cobrir com uma enxurrada de coisas, ainda perguntar “sonhou comigo?”
considere o caso gravíssimo. E se, depois de tudo, disser “sonhei com você”, chame a polícia!).

Pois bem, ainda vesga de sono, você se espanta, por tudo, pelo cara ter ligado poucas horas depois de se despedirem na festinha, todo derretido. Alguma coisa deu errado... Antes de desligar ele ainda te chama pra almoçar. Vale um crédito né, ok, você topa.

Quando chega no trabalho, oh god!, chega quase junto um buquê de flores (rosas vermelhas, óbvio). Um cartão romântico junto. Você se espanta de novo, mas é um espanto bom, porque não há ego feminino que não se glorifique frente a um buquê de rosas. Ainda mais se aquela colega chatíssima de trabalho que você não engole ficar se mordendo de inveja, uhu!

No almoço, um gentleman. Te conta a história da vida dele e pergunta tudo sobre você. Certamente não há tempo pra tanta história, então ele te deixa no trabalho e te liga no fim do expediente perguntando se pode te buscar. Claro que nesse intervalo manda sms, a praga do mundo moderno.

De noite, seja lá onde ele te levar, diz que no dia seguinte quer te apresentar pra família. E pros amigos. E te mostrar o cachorro dele. E as fotos dele quando criança. No terceiro dia, diz que está perdidamente apaixonado (ah, jura?! Nem desconfiei!). Amiga... Cuidado! Você topou com um Psicopata do Amor!

Se você der corda, ele te bota em um altar em três meses. Pra quem só queria um corpo, ai ai ai, que enrosco. Mas, como a espécie gentleman, atencioso apaixonado e que liga no dia seguinte está em extinção, você vai levando até onde der. Esse tipo de homem, é fato, costuma esperar uns dias até te levar pra cama. Querem demonstrar respeito, dizer que estão afim de você não pela sua bundinha malhada, mas pelo conteúdo que você tem (ai, a merda do ego feminino de novo! Ggrhhhh!).

Então, eu tenho uma explicação científica pra formação de um Psicopata do Amor: ele se segura tantos dias, te amassa, te aperta, que fica com tesão concentrado. Pois bem, fica com fluido espermático acumulado. Fica com os testículos doendo... e aí... sobe tudo pra cabeça!! Claro, caso o indivíduo tenha predisposição genética para a síndrome. Se caxumba desce da cabeça pro saco, acho que minha teoria é bastante pertinente.

É por isso que ele quer casar em três meses. É muita pressão!!!

Para você, amiga leitora, que quer evitar o dedinho podre na caçada (vai usar dedinho podre assim lá na conchinchina minha filha!) e quer fugir da espécie, vai uma breve lista de fatores que a ajudarão a identificar um Psicopata do Amor (queridos leitores, isso também vale pra vocês, pois mulheres também desenvolvem a síndrome, mas é menos recorrente. Na maioria das vezes os sintomas semelhantes são apenas fruto de TPM, Carência Aguda, ou Falta de .... [deixa pra lá...]).

Os principais sintomas são: pelo menos uma ligação em cada período do dia, logo no dia seguinte; convidar pra café, almoço e janta no segundo; aquela coisa de cachorro, amigos, família, fotos de criança no terceiro dia; dizer que vocês poderiam planejar uma viagem, no quarto dia; colocar “namorando” no orkut no quinto, e te interrogar sobre você não ter colocado ainda (cabe nesse dia também a temida D.R [Discussão de Relacionamento]); inventar apelidinho esdrúxulo-carinhoso no sexto dia, aliás, vários deles. No sétimo dia, quer um conselho?! Manda descansar...rs.


(Atenção Psicopatas do Amor! Não me processem por danos emocionais. Não sou contra paixões fulminantes e amor à primeira vista. Só quis relatar o que essas coisas causam a quem só queria uma ficadinha, sabe?! Sucesso e cuidado na hora de escolher os apelidinhos, tá?!Rs!)