terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O curioso caso da mãe que trocou o filho por um edredom

Algumas coisas inusitadas acontecem nessa vida. Por exemplo, o curioso caso de uma amiga que trocou o filho por um edredom. Não que a criança não fosse também fofa, cheirosa e despertasse vontade de um abraço e aconchego. Ao contrário, é daquelas delícias de criança. Fofo como um edredom. Carinhoso tanto quanto uma peça da MMartan acarinha sua pele.

Mas aconteceu, numa trágica noite.

A mãe saíra de casa para curtir uma baladinha com os amigos. A vó botaria a criança para dormir. Afinal, mãe também é gente, né?! (Vó idem). Adormecido, o menino foi colocado na cama da mãe, onde gosta de passar a noite.

Lá pelas tantas, ela chegou. Cambaleante, ofegante, levemente ébria. “Levemente ébria” não. Bêbada, mesmo. (Bêbada pra caralho, pronto). Despiu-se, deitou-se na cama. Levou o braço até o menino e....

Nada. Naquele momento seu braço tocava o colchão vazio, o travesseiro abandonado. Coração na garganta. Coração na boca agora, junto com um restinho de vodka. Onde estaria? Teria fugido? Do bicho papão? Do cheiro de álcool no quarto? Mãe pensa tanta coisa absurda quando perde de vista o filho que eu jamais me atreveria a descrever os pensamentos que passavam pela cabeça dela naquela situação.

Só digo que ela correu gritando pela casa, nua e desesperada. “Socoooorrrooo, o menino, o menino, socorroooo!!!”. Mais cambaleante, mais ofegante e um pouco menos ébria. “Mamãaaaae, mamãaaaeee! Roubaram o menino, ele sumiu! Roubaram o menino!!!”.

A vó, no susto, levantou-se e veio checar a situação. Levou sua filha até o quarto para procurar debaixo da cama, dentro do banheiro, atrás dos armários, nos bolsos das calças. E ele estava bem ali, no meio da cama, dos pés à cabeça enroladinho no edredom que se aninhava outrora ao lado do corpo materno.

Ao passar o braço para o lado, nem pode ela sentir que havia passado por cima do menino, escondidinho no gostoso pedaço de pano ao lado do seu corpo. Achou que era só um aglomerado de tecido e espuma. Comeu barriga. Passou batida.

Gritos de alívio e gargalhada ao entender o que havia ocorrido. O susto lhe trouxe mais sobriedade que uma pratada de escaldado do Choppão. Voltou à cama. Agarrou o filho, cobriu-se e adormeceu, pensando em numa mais trocar o menino por um edredom. Por mais gostoso que seja.

*Atenção crianças, não tentem fazer isso em casa.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PQP Cinderela!


Nem sei se as crianças de hoje em dia sabem quem é - ou quem foi, rs – Cinderela. Já as mulheres da minha geração e de anteriores ainda se encantaram, quando novinhas, com a história do pezinho perfeito, sapatinho pequenino de cristal e o galante príncipe encantado (desconfio que minha fixação por sapatos possa ter vindo daí. Ok, por homens galantes também).

Mas, de conto de fadas, esse mimimi de Cinderela quase virou um conto de fodas, com o perdão da expressão, rs.

O namorado tomou a embarcação para terras longínquas e deixou a namorada com lágrimas de saudade dos olhos, ansiosa pelo retorno do amado, lindo, são e salvo.

Entre uma carta de amor e outra, ela encontrou-se com sua sogra, e foi surpreendida por uma inocente declaração: “Poxa vida, esqueci de trazer para você o sapatinho que você deixou lá em casa!”.

Ela ruborizou. Não se lembrava de sapato algum. Talvez sua face tivesse tomado uma expressão bege, acrílica ou fúcsia. Na verdade, toda sua concentração estava empenhada em lembrar se realmente houvera esquecido um sapato na casa do amado.

“Não, não esqueci sapato na sua casa, tem certeza? Como é?”, indagou à sogra que, naquele momento, estava mais para uma ex-futura-sogra, rs. “Esqueceu sim, um marrom, de lacinho”. Aí a situação ficou esquisita.

A mocinha calou-se por um bom tempo. Não por vergonha, raiva, ou qualquer coisa do tipo. Ela estava fazendo uma espécie de varredura pelos seus mais de 80 modelos de sapato, na esperança de encontrar algum sapatinho marrom de lacinho que ela houvesse levado para a casa do namorado.

Não, não encontrou. Nenhuma descrição parecida. Seu conto de fadas deu lugar, a partir daquele momento, às fábulas, historinhas fofas com animais como personagens e uma moral da história: O CACHORRO do namorado teria se encontrado com alguma VACA? A tal GALINHA teria esquecido o sapatinho de PIRANHA com ele? Qual seria a (i)moral da história? Tapa na MACACA? Peruca de TOURO?

Enfim, depois da criatividade literária, a racionalidade reinou por algum tempo, afinal, nada se poderia deduzir exatamente ainda, apenas que por algum motivo, algum sapato feminino de dona desconhecida estava perdido na casa. (Isso já é muita coisa, não é?!)

Poucas horas depois, a namorada voltou a indagar a sogra. “Como é mesmo o sapato?”. Mesma descrição. “Hum...e, diga, em que parte da casa EXATAMENTE você encontrou esse sapato?”, ao que ouviu como resposta: “No meu carro, vc deixou no meu carro”.

As coisas começaram a clarear, a namorada não havia saído no carro da sogra. E o namorado não costumava andar no carro da mãe, nem gostava, e ele tinha o dele próprio. O que seria? Mais e mais perguntas se seguiram, até que a sogra lembrou-se que havia dado carona para uma amiga na ida a um evento. O sapatinho marrom de lacinho era dela!!! A namorada havia voltado do evento naquele carro, aí a confusão. Ambas riram muito.

Todos os pensamentos voltaram à normalidade. Adeus fábulas, adeus nóias. Não havia vaca nenhuma e o cachorro voltou a ser gato. E, o principal, não teve pé na bunda, nem com sapatinho de cristal, nem com sapatinho marrom de lacinhos. Ufa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Espelho Espelho Meu e as terras áridas da Princesa Queiti




No Reino de Tão Tão Tão Distante (um “tão” a mais que a as terras de Fiona E Shrek) a princesa Queiti lamentava a solidão. Nenhum príncipe havia ido salvá-la, longe que era. Não havia Mc Donalds, Shopping Center, café expresso, lojas de sapatos, cinema, Mil-Milkshakes e, principalmente, não havia príncipes. O mais próximo era o Shrek, um “tão” a menos. Ainda bem que tinha espelho com banda larga lá. E ela se conectava ao ‘chat espelhar’ para perguntar: “Espelho espelho meu... porque até agora ninguém me...salvou?” rs.


Princesa Queiti diz:


Ai espelho amigo! Acho vou me matar! To só escutando Maysa, Altemar Dutra e Cia. Ave, deprê!
Espelho diz:

Cruzes!


Princesa Queiti diz:


Pois é... to tentando uma desintoxicada. Mas espelho... eu preciso... dar uma! Faz tempo hein! Aqui só tem estivador de porto. Os homens daqui são todos fortes, mas as caras....


Espelho diz:


Estivador de porto! Você me ‘trinca a cara’ princesa! Rs!


Princesa Queiti diz:


Eles podiam nascer com um saco na cabeça. Ou uma tarja.


Espelho diz:


Você precisa viajar um pouco.


Princesa Queiti diz:


Vou fazer isso no fim do mês. Mas pra onde eu vou a coisa não está fácil também.


Espelho diz:


Nenhum forasteiro decente? Caixeiro viajante?


Princesa Queiti diz:


Não! Já procurei! Até mandei o chefe da segurança real me manter informada. Estou para matar!


Espelho diz:


Tenha calma princesa.


Princesa Queiti diz:

O pior é que eu não consigo abrir uma exceção. Já dei demais para pobres e feios. Não quero ser canonizada.


Espelho diz:


Princesa, compra um programa pela internet.


Princesa Queiti diz:


Eu já tenho um programa que eu baixei da internet, rs. Eu quero é cheiro no cangote.


Espelho diz:


Não, não é comprar um programa de computador, mas um programa, um encontro, essas coisas. Arruma um príncipe pago, dá dinheiro para passagem, charrete, cavalo branco, tudo pra um fim de semana. Hoje em dia se compra tudo pela internet, por que não um príncipe gostoso e de bons modos?!


Princesa Queiti diz:


Adorei a ideia. Mas será que tem no Peixe Urbano???


Espelho diz:


hahahahahha