quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dieta engorda



Em conversas sobre peso – que inevitavelmente ocorrem entre mulheres – eu sempre brincava dizendo “Dieta é coisa de gente gorda. Dieta engorda. Gente magra não faz dieta....”. Claro que eu, abusada, dizia isso no auge do meu físico de lagartixa. Nunca havia precisado de uma dietinha.

Muy bien, o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus... aumenta e cai, rs. Cá estou eu, caindo na real que em pouco mais de dois anos chego à casa dos 30 (fazer uma piadinha tosca com o jingle do Bamerindus é um dos sinais de que você está ficando velha). 

Outro dia comecei a notar que minhas calças não fechavam mais da maneira adequada. Há anos e anos eu uso a mesma numeração. Que cacete aperto. A barriguinha nojenta em torno do umbigo toda saltitante me irritando.

Você começa a ter pesadelos financeiros, se imagina vendendo joias de família para comprar roupinhas novas de um número maior. E sexuais também, tendo pesadelos com seu namorado fazendo amor com o buraco do seu umbigo. Absurdo, claro. 

Além da academia três vezes por semana, fui a uma nutricionista esportiva que me passou uma dietinha. Ok, lá vamos nós, tudo tem uma primeira vez.

Queijo cottage pra cá, pão de 7 mil grãos pra lá, peito de peru defumado, arroz integral (outro pesadelo financeiro). Sem doces durante a semana (eu comia algum todo santo dia), sem qualquer fritura por alguns dias, massas em menor quantidade e muita fruta e muita gelatina pra enganar a vontade de doce.

Eu sempre perdi peso sem querer ou perceber, em semanas mais corridas. Fiquei me achando. “Com uma semana seguindo a dieta à risca perco uns 2 quilos. Missão cumprida e meus jeans 36 de volta ao conforto”.

Duas semanas depois (com intervalos gordinhos aos fins de semana) resolvi me pesar. Tã dãaaaam. Pasmei. Eu havia engordado 200 gramas. Sim, engordei. Duas semanas me policiando e puta que pariu eu engordei.

Agora vou deixar pra lá. Pão francês com manteiga aviação, brigadeiro de panela, vem pra mim! 

Minha teoria está comprovada. Dieta engorda. 

Ervilhas em: O Retorno!




Depois de longos meses – que, sinceramente, me passaram voando – volto ao Sociedade das Ervilhas com um novo propósito. 

Vamos colocar essa ervilhada pra mexer! Trago a vocês, leitoras, uma proposta diferente para o blog, ampliada. 

O que antes era um espaço para contar engraçados e/ou inusitados casos femininos, agora dá espaço também a outras coisas que rolam em uma boa roda de conversa entre mulheres: dicas de beleza, receitinhas gostosas para treinar na cozinha, histórias de viagem, moda, estilo, saúde, filhos e tudo aquilo que possa surgir durante um típico e divertido “clube da Luluzinha”.  

E com humor é mais gostoso, claro! 

Seja bem vinda ao novo Sociedade das Ervilhas! 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O curioso caso da mãe que trocou o filho por um edredom

Algumas coisas inusitadas acontecem nessa vida. Por exemplo, o curioso caso de uma amiga que trocou o filho por um edredom. Não que a criança não fosse também fofa, cheirosa e despertasse vontade de um abraço e aconchego. Ao contrário, é daquelas delícias de criança. Fofo como um edredom. Carinhoso tanto quanto uma peça da MMartan acarinha sua pele.

Mas aconteceu, numa trágica noite.

A mãe saíra de casa para curtir uma baladinha com os amigos. A vó botaria a criança para dormir. Afinal, mãe também é gente, né?! (Vó idem). Adormecido, o menino foi colocado na cama da mãe, onde gosta de passar a noite.

Lá pelas tantas, ela chegou. Cambaleante, ofegante, levemente ébria. “Levemente ébria” não. Bêbada, mesmo. (Bêbada pra caralho, pronto). Despiu-se, deitou-se na cama. Levou o braço até o menino e....

Nada. Naquele momento seu braço tocava o colchão vazio, o travesseiro abandonado. Coração na garganta. Coração na boca agora, junto com um restinho de vodka. Onde estaria? Teria fugido? Do bicho papão? Do cheiro de álcool no quarto? Mãe pensa tanta coisa absurda quando perde de vista o filho que eu jamais me atreveria a descrever os pensamentos que passavam pela cabeça dela naquela situação.

Só digo que ela correu gritando pela casa, nua e desesperada. “Socoooorrrooo, o menino, o menino, socorroooo!!!”. Mais cambaleante, mais ofegante e um pouco menos ébria. “Mamãaaaae, mamãaaaeee! Roubaram o menino, ele sumiu! Roubaram o menino!!!”.

A vó, no susto, levantou-se e veio checar a situação. Levou sua filha até o quarto para procurar debaixo da cama, dentro do banheiro, atrás dos armários, nos bolsos das calças. E ele estava bem ali, no meio da cama, dos pés à cabeça enroladinho no edredom que se aninhava outrora ao lado do corpo materno.

Ao passar o braço para o lado, nem pode ela sentir que havia passado por cima do menino, escondidinho no gostoso pedaço de pano ao lado do seu corpo. Achou que era só um aglomerado de tecido e espuma. Comeu barriga. Passou batida.

Gritos de alívio e gargalhada ao entender o que havia ocorrido. O susto lhe trouxe mais sobriedade que uma pratada de escaldado do Choppão. Voltou à cama. Agarrou o filho, cobriu-se e adormeceu, pensando em numa mais trocar o menino por um edredom. Por mais gostoso que seja.

*Atenção crianças, não tentem fazer isso em casa.