quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A hora do espanto: a versão real



A hora do espanto não é apenas um famoso filme de terror da década de 80. 

A hora do espanto acontece toda vez que uma mulher veste uma roupa e essa roupa não fecha mais. 

Os efeitos são pavorosos: a boca seca, a pupila dilata, a musculatura fica rígida, você sente medo é ódio no seu coraçãozinho. 

E é igual a assistir cena de filme de terror: tem mulher que grita, tapa os olhos com as mãos em frente à televisão - ops, espelho rs.

Só que filme de terror, se você não quiser assistir, é só desligar a TV, sair do cinema...

Mas, a outra hora do espanto... (não se assustem meninas!) parece Caverna do Dragão... difícil chegar ao fim, rs.

Ah, a foto que ilustra esse texto é de outro filme antigo, muito famoso. Psicose, de Alfred Hitchcook. Aliás, Psicose é uma palavra que em muitos casos poderia ser encaixada como título deste post... rs.







quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Vovó Google


Um dia desses encontrei uma amiga que recentemente virou mamãe e a vi muito entendida de tudo, super bem resolvida com aquele pequeno e novinho bebê. Fiquei imaginando o quão difícil deve ser...

- Amiga, quem te ajuda com o bebê, te dá informações, te tira dúvidas quando você as tem? Sua mãe?

- Não. O Google.

Mais um ponto pra ele. Aliás, pra ela. Vovó Google.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hambúrguer de Soja e Aveia

No Ervilha Gourmet de hoje eu vou apresentar uma receita vegetariana super gostosa e que pode deixar seus próximos lanchinhos mais rápidos e saudáveis. Não, eu não sou vegetariana, mas eu evito ao máximo ingerir carnes à noite, pois sabemos quão demorado é para o estômago humano digerir qualquer pedacinho de outro bicho. Comi o hambúrguer de soja na casa da prima do meu namorado e amei, já anotei a receita. Fiz pequenas adaptações à original e incentivo você a também fazer as suas, deixando sua comida com sua cara e seus toques pessoais.

Ingredientes

- 1 xícara de proteína de soja granulada fina;
- 1 xícara de aveia;
- 1/3 xícara de trigo para quibe;
- 1/2 xícara de farinha de trigo integral;
- 1 ovo;
- 1/2 xícara de cheiro verde, salsinha e outras ervas à gosto bem picadinhas;
- 1 colher de sobremesa de alho moído ou bem picadinho;
- 1/4 xícara de shoyu;
- 1 caldo de carne ou legumes derretido em um pouquinho de água.

Como fazer?

Primeiramente, esquente uma panela com água e, quando ferver, desligue e coloque a proteína de soja. Tampe a panela e marque 15 minutos. Em outro recipiente, coloque o trigo para quibe, cubra com água fria e também aguarde 15 minutos.

Enquanto isso, vá colocando todos os outros ingredientes em uma tigela e misture muito bem com as mãos. Mãos à massa! Quando acabar o tempo de espera, escorra o trigo para quibe e coloque junto aos outros ingredientes na tigela. Faça o mesmo com a proteína de soja, apertando bastante para escorrer bem a água. Cuidado para não se queimar, se for preciso, use uma peneira para ajudar.

Prove o tempero e, se necessário, acrescente sal ou coloque um pouco mais de shoyu, que além de salgar ainda dá uma corzinha ao seu hambúrguer. 

Tempero provado e aprovado, deixe a massa descansar por 15 minutos. Não se apresse, esse descanso é importante! Até os hambúrgueres precisam de uns minutinhos de paz e silêncio. 

Agora é só pegar pequenas partes da massa e fazer umas bolinhas com as mãos, amassando-as em seguida e moldando os seus hambúrgueres. Testei alguns tamanhos e espessuras e fiquei mais satisfeita com os mais finos, que nem chegam à largura do meu mindinho. 

Aí é só dourar por uns 5 minutos num grill ou, no meu caso, numa frigideira de teflon, com um pouco de margarina ou um fio de azeite.

Eu já fiz logo duas receitas e congelei váaaaarios, armazenados em saquinhos. Coloco-os congelados na frigideira quente e rapidinho ficam prontos, douradinhos, com a extremidades crocantes. 

Saudável, gostoso e muito prático, não é?! E não tem essa de proteína de soja não tem gosto e bla bla bla. Fica uma delícia gente, a aveia me agrada muito na mistura e os temperinhos dão um super sabor e você pode variá-los como desejar.


Prontos para irem ao freezer/congelador!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Florianópolis - Ilha da Magia e da diversidade

Florianópolis não tem as praias mais lindas do Brasil, nem as águas mais coloridas e gostosas. Mas ganha em um quesito muito interessante: a diversidade. Muita coisa diferente pra fazer, muito visual diferente pra curtir, tudo relativamente próximo.

Estive na chamada Ilha da Magia neste mês de janeiro, por apenas 5 dias, e, apesar de já ter visitado a cidade outras duas vezes, essa foi a que mais explorei a cidade. Eu e meu namorado, o Pedro - e a filha dele, Maria Elis, de 5 anos - já chegamos com um mapinha na mão e começamos a pesquisar que locais gostaríamos de visitar. Nada de curtir preguiça o dia inteiro numa praia só!

No primeiro dia (na verdade, apenas uma tarde) ficamos na praia onde estávamos hospedados, a Barra da Lagoa, no Leste da ilha. Cheia de gente, principalmente famílias. Praia gostosa, mas sem nada de extraordinário. "Centrinho" bacana, movimentado  cheio de mercadinhos e lojinhas.

No segundo dia, chuva e mais chuva. Começamos o dia visitando o Projeto Tamar, cuja sede era ao lado da nossa pousada. Depois fomos ao Mercado Municipal, que é bonito, mas decepciona um pouco no conteúdo. Poucos restaurantes, muita gente em pé esperando uma sortuda oportunidade de comer e quase nada de artesanato local. De um lado, peixarias e muita coisa gostosa de levar para casa, rs. De outro, muitas lojas, mas de roupas, sapatos e uma lojinha ou outra com coisas locais, presentinhos etc.

Ah, antes do almoço paramos na Lagoa da Conceição e o Pedro foi experimentar o Stand Up Paddle enquanto eu pedalava um lindo, enorme e pesado Cisne para a Maria, rs.



Durante a tarde conseguimos curtir a praia do Campeche, no Sul, ainda com tempo meio nublado. Praia linda e estava bem vazia, pacata, sem ambulantes te perturbando toda hora. Fomos nos informar sobre a travessia para a Ilha do Campeche, mas elas estavam encerradas naquele horário, uma pena, pois as fotos que já vi de lá são maravilhosas.


Praia tranquila e com vista para a Ilha do Campeche





No dia seguinte fomos explorar o Norte de Floripa, Começamos pela praia de Ingleses. Bem agitada, faixa de areia toda ocupada, visual bonito, mas nada de espetacular. O que mais gostei foi o entorno da praia, parece uma cidadezinha de praia de interior, cheia de hippies com sua arte, lojinhas de presentes e artesanatos, mercadinhos, camisetas temáticas, bares, restaurantes. Ficaria hospedada lá facilmente.

Cervejinha em Ingleses

Em seguida passamos pela Lagoinha, Ponta das Canas (ameeeeeeeeei), Jurerê (praia feia, mansões milionárias e muita paquitagem) e sossegamos da Daniela, praia super gostosa de águas calmas.

Lagoinha


Daniela
Ponta das Canas: visual espetacular. Águas verdes, riozinho, barquinhos coloridos...
No dia seguinte uma bela surpresa nos esperava, um visual maravilhoso no Sul da Ilha, nas praias da Armação e Matadeiros. A primeira mais tranquila, com famílias e crianças brincando, águas calmas. A segunda, acessada penas por uma trilha, curtinha, cheia de surfistas atrás das fortes ondas e de minas atrás dos surfistas, rs. Entre as duas praias, um riozinho desembocando no mar e um ponto alto cheio de pedras, de onde se tem uma vista incrível.

Subindo até as pedras

Um pedaço da praia da Armação

Outra parte da Armação

Não falei que a vista era linda?!

No canto direito o rio chegando no mar. No esquerdo, Matadeiros.


Matadeiros

Depois de passar um tempo nas duas praias, fomos encerrar o dia no Oeste da Ilha, onde nos disseram ter praias rústicas e tranquilas: Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui. No caminho achei que não veríamos nada de mais, pois não havia nem placas indicativas do caminho, ao contrário de todos os outros locais em que estivemos - sinalização show no caminho.

 E, para nossa surpresa, entramos na primeira praia avistando a placa "Rota do Pôr-do-sol", bem no entardecer... O acaso tinha nos preparado um pôr-do-sol espetacular. As praias são como lagoas, tranquilas, calmas, areia grossa, água escura. Pedras tão redondas que parecem esculpidas. Barquinhos coloridos de pescadores, casarões de arquitetura açoriana, restaurantes caros, mansões incríveis e pouquíssima gente... 

Catamos conchinhas por esse trecho super deserto de praia

Essas pedras redondinhas me encantaram

De chorar

Quanta sorte chegar bem a tempo de ver esse espetáculo

Legenda pra quê?????

No último dia, em clima de despedida e já com saudade, fomos curtir a praia da Joaquina, super pop, lotadíssima. Foi onde mais demoramos para achar um lugar para nos instalarmos na areia e onde o guarda-sol custava o dobro do preço de outros lugares. Digno de lugares pop, rs. Mas o visual é bonito, ponto pras dunas que margeiam a praia. Lá nos aventuramos no sandboard sentado, ou skibunda (mais legal rs). 


Joaquina

Preparando a descida...

Haja energia pra caminhar nessas dunas


Capote fenomenal. Areia até na alma! rs!

Pedro se deu bem

E terminamos o dia com um passeio de barco pela Lagoa da Conceição, a pedido da Maria, e com uma passeio noturno de comes e compras no Centrinho da Barra da Lagoa.

Nossos passeios noturnos foram apenas para comer, já que estávamos com criança. Mas passamos por lugares bem convidativos, bares e pubs com bandas que deram água na boca. Fica para a próxima!

Com um carro alugado, conseguimos explorar bastante coisa em  4 dias inteiros e mais uma tarde. E é essa diversidade de visuais e praias que faz a gente querer voltar, para conhecer mais e mais.

Florianópolis tem cerca de 100 praias, dentre elas algumas não habitadas e outras que nem nome têm, mas, enfim, estão lá, rs.

Esse foi nosso diário de viagem aberto para vocês, espero que aproveitem as fotos e dicas. Quem tiver mais dicas a acrescentar, comenta aí, que já vou anotando para a próxima visita!

Bon Voyage!










quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Simpatia para ganhar dinheiro em 2013


Essa simpatia é infalível: Acorde cedo, tome um banho perfumado e vá trabalhar!
Trabalhe muito! Com eficiência, ânimo e criatividade! (rs)

Um ótimo ano para todos, de conquistas e sorrisos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Iogurte Grego caseiro

Muito muito gostoso, o Iogurte Grego chegou ao Brasil gerando alguns comentários controversos. Que é uma delícia. Que é muito caro. Que é muito gordo. Sim, eu concordo com tudo isso, rs. Li uma entrevista com uma nutricionista e, pelas palavras dela, deve ter achado que a novidade é mesmo um "presente de grego". 

É porque, na verdade, esse iogurte nada mais é que um iogurte mais concentrado. Tudo é mais concentrado. Logo, mais gordura, mais calorias, mais proteína e, seguindo a maldita regra geral da humanidade e da Lei de Murphy, mais gostoso, mais saboroso e mais convidativo.

Eu sempre fui apaixonada por iogurte natural e testava todas as marcas para achar o mais consistente. Agora ficou fácil, rs. Pesquisei no meu mestre Google e li alguns sites e blogs explicando como fazer o iogurte grego em casa. Testei, aprovei e vou compartilhar com vocês.

Eu comprei dois potinhos de iogurte natural (aquele naturalzão gente, que não é nem adoçado) da Nestlé (pode ser a marca da sua preferência). Custa aproximadamente R$ 1,30 cada. Peguei uma vasilha de plástico, encaixei nela uma peneira convencional e forrei a peneira todinha com alguns coadores de papel de café, aqueles que todo mundo chama de Melita rs. Abri cada um deles e fui forrando a peneira.

Nas receitas que eu vi, a orientação era forrar a peneira com um pano de prato. Até fiz isso no primeiro teste, deu super certo. Mas fiquei com um receio nojinho e pensei que poderia usar algo descartável. O coador de café caiu como uma luva!

Muito bem, depois de forrar bem a peneira, coloque os iogurtes. Cubra e leve para a geladeira por pelo menos 3 horas. O que vai acontecer? Bem, vamos separar os homens dos meninos, o joio do trigo e o iogurte do soro!

Através do papel e da peneira o soro do iogurte vai escorrendo e fica armazenado no fundo da vasilha. É impressionante quanto soro se separa! Eu faço antes de dormir e deixo a noite toda na geladeira. Pela manhã tá mais que maravilhoso... E a vasilha cheia de um líquido transparente amarelado. Dá até um alívio pensar que você não vai comer aquilo rs. 

Aí, na etapa final, você tira o iogurte da peneira. Como ele vai estar bem concentradinho, dá para tirar o papel facilmente, quase como "descascando-o" do creme. Sim, creme. O iogurte normal se foi e ficou só um creme ali, o supra sumo do iogurte natural.

O último passo é utilizar um garfo ou um fouet e bater vigorosamente o iogurte. A textura ficará fantástica, como você vê na foto. Então, adoce como quiser e tá pronto! 

Pode fazer em casa e comparar com o que vem pronto, é igual! E o precinho é bem mais em conta. 

Ah, também testei com o iogurte natural desnatado. Ficou delicioso, mas a textura e a cor mudam um pouco pra pior rs. Mesmo assim, para quem quiser cortar as gorduras, vale a pena. Testem e me contem! Até a próxima!



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pele de bundinha de neném com produtos para bundinha de neném: Hipoglós e Bepantol



Quem é que não sonha com uma pele de bundinha de neném? Lisa, macia, fininha e sem fralda e... Mas, essa perfeição na face é coisa de photoshop de gente que consegue investir muito tempo e dinheiro cuidando da pele! Cremes e tratamentos existem aos montes, para todos os bolsos, desde que o bolso esteja cheio, rs.

Se você é ervilhísticamente como eu, que não tem muito dinheiro pra investir nisso que prefere gastar com um jantar maravilhoso e tomar um vinho delícia ao invés de enriquecer clínicas estéticas, então estou aqui para dar umas dicas.

A primeira dica é: trabalhe muito para você ter condições de conciliar jantares, vinhos, clínicas estéticas e outras coisas hahahaha

A segunda é que existem milhares de receitas caseiras que te ajudam a deixar a pele mais bonita, saudável, mais macia, mais bundinha de neném. Uma delas é a mistura de Bepantol e Hipoglós.

O Bepantol nada mais é que uma pomada (também lançaram a versão líquida) para prevenir assaduras de bebês. Olhem só a descrição na página do produto:

Bepantol® Baby é o antiassaduras da Bayer que protege e hidrata a pele do bebê, reforçando a sua defesa natural. Sua fórmula com vitamina B5, óleo de amêndoas e lanolina, ajuda a fortalecer a pele de dentro para fora(...)Sua fórmula diferenciada não contém corantes, conservantes e perfume, ideal para a delicada pele do bebê.”

Bom, se é ideal para pele do bebê, é ideal para gente grande também, oras! Eu comecei a usar essa pomada para outros fins há muitos anos, desde minha primeira tatuagem. E, visto o poder incrível de regeneração da pele que ela proporciona, passei a usar em qualquer arranhão/machucado/queimadura. Perfeita.

 Um belo dia, depois de pegar muito sol na piscina, resolvi besuntar a pomada no rosto para dormir. Acordei princesaaaaaaaaa!

Achei que estava descobrindo a América. Joguei no amigo mestre Google e ele me mostrou que eu estava bastante, mas muito atrasada mesmo, que muitas moças legais já estavam usando há tempos e que a própria indústria do Bepantol já tinha se ligado nisso e lançado mais recentemente o Bepantol Derma (que é a mesma fórmula).

Já o Hipoglós possui na composição Vitamina A (antioxidante e ajuda no controle de manchas), vitamina D e outros.

Quer dizer... tudo isso de bom, por R$ 12,00 num tubo de Bepantol e menos de R$ 10,00 em um de Hipoglos (eu uso o com óleo de amêndoas).

A forma que eu achei melhor se adaptar à minha pele é uma parte de Hipoglós (bem pequena) para duas de Bepantol. Misturo num cantinho da mão e uso no rosto limpo à noite, para dormir, 2 ou 3 vezes na semana quando não fico com preguiça.

O Hipoglós é chatíssimo para tirar, gruda que nem homem carente. Mas, passando a noite toda com ele, de manhã sobra pouco na pele, fica bem fácil de remover algum excedente.

Não vá me passar um monte na cara e ficar assustadoramente branca!!! É só um tiquinho, espalhando muito bem, fazendo aquela massagem gostosa na face.

Boa pele pra você! E abuse do protetor solar ou nenhuma fórmula – cara ou barata – vai  ser muito útil!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ervilha Gourmet: Nhoque de Mandioca

Nhoque para nós, Gnocchi para os italianos e simplesmente nhoc nhoc nhoc para quem come essa delícia em qualquer lugar do mundo, rs. Essa gordinha e gostosa tentação é super versátil e muito fácil de fazer. 

O nhoque tem até superstições próprias - quem nunca ouviu falar do nhoque da fortuna? Tem gente que faz essa gostosura aos dias 29, colocando uma nota de dinheiro embaixo do prato e comendo os sete primeiros pedacinhos em pé, fazendo um pedido a cada um deles. (Minha recomendação: quer fortuna, vá trabalhar. Utilize seus pedidos desta maneira: "Não engordar. Não engordar. Não engordar...", pois o tal do nhoque é bom nisso! rs)

Quando me dava vontade de comer, costumava ir ao mercado e comprar a massa pronta, só cozinhava e fazia o molho, caminho que a maioria deve adotar. Até que um dia eu resolvi testar uma receita. Até meu irmão mais novo já havia feito nhoque caseiro várias vezes, e eu comprando no mercado ainda. Fiquei despeitada. Fiz de batata com molho de tomates e ficou bom.

 Nesse feriadão eu e meu namorado fizemos um churrasquinho e eu cozinhei muita mandioca... e sobrou. Dois dias depois olhei aquela mandioca guardada na geladeira, beeem cozida e temperada com muita manteiga e salzinho, e quis reaproveitá-la, mas queria fugir do clichê mandioca frita.

Bingo! Pensei no nhoque! Vou colocar aqui para vocês a receita passo a passo. Como não sou nenhuma gourmet, chef ou coisa do tipo, apenas alguém que ama frequentar a cozinha aos fins de semana, eu não sei dar receitas da maneira mais tradicional, dizendo quantos gramas, quanto tempo, bla bla. Eu faço as coisas no feeling e no olho e vou tentar passar isso da forma mais compreensível possível.

Vamos lá. Peguei a mandioca, mais ou menos um prato fundo cheio dela, esquentei um pouco no microondas para amolecer - já que estava guardada na geladeira - depois coloquei em uma bacia e amassei bem com um garfo. Tava bem cozidinha, então foi tarefa fácil. Em seguida, coloquei um ovo, uma pitada de sal e um fio de azeite extra virgem. Misturei bem. 

Então eu fui colocando farinha de trigo e fui amassando com as mãos, até que consegui formar uma bola com superfície lisa, quer dizer, grudando pouco nas mãos, como vocês podem ver na montagem de fotos.

Joguei farinha em uma superfície limpa de pedra, dividi a massa em bolas e fui fazendo rolinhos. Nenhum mistério, é igual a brincar de massinha e você deve ter feito muito isso quando criança. Quando grudar na mão, joga mais um tiquinho de farinha na pedra e nas "cobrinhas" de massa.

Tudo enroladinho, cortei em pequenos pedaços com uma faca lisa e bem afiada. Certifique-se que a superfície sob o corte esteja salpicada com farinha, pois como a massa não tinha muito trigo, às vezes ia grudando os cantinhos quando eu apertava para cortar.





Tudo cortado, então, deixei aguardando e fui preparar um molho e ferver a água do cozimento. O molho você pode preparar como quiser. Eu estava afim de um branco. Refoguei alho na manteiga, muita manteiga, joguei trigo, depois leite, temperei com caldo de frango, cozinhei bem e finalizei com requeijão cremoso e creme de leite (estão vendo que refeição light?!).

Quando a panela com água estava super borbulhante e lindamente fervendo, fui colocando com delicadeza os pedacinhos de massa. Elas vão ao fundo, rapidamente cozinham e, quando isso acontece, pedem socorro para você indo à superfície, boiando na água. Aí você tem que ficar ligado(a) e tirar logo!

Colocando e tirando, colocando e tirando, até que tudo esteja cozido. Fui colocando os nhoques já cozidos em um escorredor e jogando água fria, para dar um choque térmico e impedir que o calor continuasse cozinhando meus meninos.




Aí é só colocar seu molho e se matar de comer! No meu caso ainda quis fazer uma gracinha... Coloquei em um recipiente o nhoque, o molho branco (muito!), cobri tudo com queijo e levei ao forno para gratinar, deixando dourar bem dos lados como você pode ver na foto. Comer essa capinha de queijo tostadinha não tem preço! Senhor, perdoe o pecado da gula! 

Acompanhamos com um tinto chileno, um Carménère (Concha y Toro), que é um vinho mais macio e menos encorpado que um Cabernet Sauvignon, por exemplo, tendo um sabor frutado bem gostoso e taninos suaves. Era o que a gente tinha na hora, desceu muito bem, mas se eu tivesse uma adega em casa abriria um rosé ou um branco espumante para acompanhar, combinaria melhor ainda.

Ah, eu ainda guardei uma parte da massa em um saquinho e congelei, para ver como fica o resultado depois... Arrasem no nhoque, fácil e simples de fazer. Uma massa fresquinha é sucesso em qualquer mesa!
Buon Appetito!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mochilando: Santiago do Chile


Bienvenidos a Santigo! Hoje vou estrear no Sociedade das Ervilhas os relatos de viagem/desejos de viagem. Começo com a capital do Chile, cidade bem organizada, bonita e com mais de 5 milhões de habitantes. Estive lá em outubro de 2011 e essa foto acima foi uma das primeiras tiradas na metrópole, na Plaza de las Armas. Pedro (meu amor), nosso amigo Buttura, Diego (amigo do Buttura que conhecemos na chegada) e o "cachorrito" (segundo o Diegão, carioca-figura 'expert' na língua espanhola hahaha).

Centrão, lojas, muita gente, uma típica catedral em torno da praça e órgãos públicos. Primeiras impressões muito boas: limpeza e nada de fios aparecendo entre postes e poluindo o visual. Não consegui ver um só fio estampado nas ruas dessa cidade, coisa linda. Também vimos poucos mendigos, agora... "cachorritos" de rua, rs, muitos, pra todo lado!

















Foram apenas 4 dias para desbravar a cidade, na verdade 3, já que no quarto nós iríamos para o interior. Foram andanças e mais andanças, quilômetros a pé para curtir as ruas, as praças, o cotidiano local. Que bom que, apesar do sol, sempre havia um ventinho geladinho. Se fosse aqui em Cuiabá, estaríamos literalmente fritos, rs.

A primeira refeição na cidade foi no Mercado Central. Eu estava aflita para conhecer a tal da Centolla (essa coisa linda na foto ao lado). O mercado nada tem de especial, é bem pequeno, aliás, quando você compara com o Mercadão de São Paulo e alguns outros. 
Tem poucas frutas/verduras para vender, tampouco artesanatos locais. lembrou-me o de Montevidéu, tem mais restaurantes para atender os turistas e, além disso, bancas de peixe e frutos do mar, dos mais comuns aos mais estrambólicos.

Comi a minha Centolla al Ajillo, uma delicinha bem temperada e quentinha, além de um bom Ceviche. Em outra visita ao mercado comi um Salmão espetacular, puro, um filé enoooorme (Pedro teve o prazer de me ajudar a não deixar sobrar rs), simplesmente grelhado. Mas, fresquíssimo! O Chile é o segundo maior produtor mundial de Salmão, perdendo só para a Noruega. 

Percebemos muitos restaurante de comida japonesa na cidade. Assim como em Buenos Aires você vê pizza e pasta para todo lado, em Santiago vimos sushi e companhia, com precinhos ótimos. Será que é por causa do salmão fresco e barato?! rs. Enfim, também abusamos dos sashimis e sushis de salmão. Esse da foto abaixo é enrolado com abacate. Uma loucura de delícia!

Além do Mercado Central com os frutos do mar e tal, e dos sushis - que existem em qualquer lugar do mundo - eu não tive muitas experiências gastronômicas interessantes e diferentes. Queria mais comidas típicas, coisas que eu só encontrasse lá, mas não achei, talvez porque essas coisas se encontrem mais no interior, talvez porque eu tenha pedido informações às pessoas erradas, enfim. Ficamos só nos frutos do mar mesmo.


Em relação a bebidas, claro que não podíamos passar batidos pelo Pisco Sauer, que, pra mim, é a caipirinha dos chilenos. Na verdade, me disseram que o pisco original, o bonzão e tal, é do Peru. Então, nem essa bebida é genuinamente chilena, mas tá valendo. O Pisco é uma cachaça feita a partir de uva. E o Pisco Sauer é uma bebida bem batida, que leva o pisco, açúcar, caldo de limão e clara de ovo. Sim, clara de ovo, não liguem pra ela, não deixa gosto nenhum - garanto- e dá uma textura e uma espuma maravilhosas ao drink.

Graças ao Alvaro, um nativo de Santiago que morou com o Pedro na Califórnia, eu pude tomar certamente o melhor Pisco Sauer da região. Visitamos o apartamento do Alvaro e seu pai fez questão de nos preparar um caseiríssimo e tradicional drink, como manda o figurino. Ainda ganhei uma variação da bebida, feita com framboesa, amei! Foi delicioso, mas a cachacinha é danada e pega rápido. Drinks à parte, quase morremos de rir com o companheiro Diego, que, pra lá de bagdá, soltou altas pérolas em português-carioquês que a família do Alvaro certamente entendeu - ou desconfiou, rs.
  
A vista imperdível da cidade é o Cerro de San Cristóbal, para onde vc sobe através do funicular. Lá de cima, você consegue ver o quanto realmente é verdade que Santiago tem um ar horrível! Rs. A Cordillera de los Andes em volta não deixa o ar circular, a cidade é tipo Cuiabá, num buraco rs. Uma crosta de poluição paira sobre a cidade e, sim, como muitos, nós sentimos isso na respiração. Então, em alguns dias é difícil enxergar bem a cordilheira, uma pena!



Pudemos ter um ar mais fresco e gostoso caminhando no Parque Florestal, um lugar onde dá pra você deitar na grama, tirar uma soneca, descansar um pouco das andanças. Bem pertinho de lá fomos ao Museo Nacional de Bellas Artes, onde não encontramos muita coisa surpreendente. Também me impressionei mais com o Bellas Artes argentino.
Num começo de noite - que tem muito sol e cara de tarde - fomos ao bairro Bellavista, super boêmio, com muitas boates, bares, botequins, restaurantes, universidade, gente, artistas de rua, músicos e afins. Super bacana, a rua principal, a Pio Nono, tem suas largas calçadas cheias de mesas e nós andamos a rua toda e voltamos em busca de uma mesinha livre, a qual achamos em um bar cubano. Saudações ao Rafael, mineiro gente boníssima que conhecemos no hostel e se juntou a nós para este e outros programas.
Não posso deixar de citar feirinhas e galerias no bairro Bellavista, com artesanatos increíbles em cobre, coisas lindas!

Lindinho também é caminhar e topar com uma Llama pela calçada, rs! 

Dois passeios que mais me encantaram na capital chilena: La Chascona (uma das casas do imortal Pablo Neruda) e a vinícola Concha y Toro. Cada um desses passeios vai virar um outro post, para que eu possa explorar os detalhes e fotos. A visita às cidades de Viña Del Mar e Valparaíso também.

Vou indo para as "considerações finais" indicando o Andes Hostel, hospedagem super barata e bacana, além de muito bem localizada. Não troco um hostel por nenhum hotel de luxo! Adoro a integração e o intercâmbio que esse tipo de hospedagem oferece, sem perder o conforto e a limpeza, claro. É só escolher um bem recomendado!



 Na primeiro foto eu e o Pedro fomos tomar vinho no quarto dos meninos. A segunda, a sala do hostel e, a terceira, nossa foto de despedida da turma de brasucas que encontramos lá.

Algumas dicas:

- Se você quer comprar vinhos para trazer para casa, vá a um supermercado. Nas casas especializadas o preço chega a ser o dobro e em um simples supermercado você encontra ótimos vinhos com um precinho lá embaixo. Alguns rótulos que nós compramos aqui a algo entre R$ 30 e R$ 40, lá nos achamos a R$ 7, R$ 10. Dá vontade de trazer um mundo de vinho rs.

- Não saia bebendo na rua, andando com uma garrafinha na mão pelas calçadas. É proibido! Nas regiões centrais os bares e restaurantes fecham 1h, super cedo, e o Carabineros (os caras parecem ser fudidos, rs), a polícia local, faz rondas incessantes, para as pessoas, revista e tal. O sistema é bruto, rs.

- Troque apenas um pouco de dinheiro no aeroporto e deixe para ir trocando o restante em casas de câmbio no centro da cidade, você economiza uma grana fazendo isso. Mas troque algo no aeroporto sim, pois os taxistas não aceitam dólar, real ou qualquer outra coisa. Um companheiro nosso ofereceu a parte dele do táxi em dólar e o taxista simplesmente mandou "dólar não vale nada no Chile, nos só aceitamos nosso dinheiro". Bem isso, nos locais onde fomos, só peso chileno, nada de converter e aceitar outras moedas. Essa nacionalismo está estampado de outras maneiras também, ficamos impressionados com tantas bandeiras do país em janelas, sacadas, casas, carros... Acho que eles ganham até de corinthianos e flamenguistas no quesito bandeiras! rs!

- O sistema de metrô é um interessante meio de transporte em Santiago, recomendamos. O trânsito achamos meio bagunçado e os motoristas, bem estressados.

- Última e importante dica: beba muito vinho, os chilenos são bons nisso! E aproveite bem sua viagem, deixe para descansar na volta...rs.







quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dieta engorda



Em conversas sobre peso – que inevitavelmente ocorrem entre mulheres – eu sempre brincava dizendo “Dieta é coisa de gente gorda. Dieta engorda. Gente magra não faz dieta....”. Claro que eu, abusada, dizia isso no auge do meu físico de lagartixa. Nunca havia precisado de uma dietinha.

Muy bien, o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus... aumenta e cai, rs. Cá estou eu, caindo na real que em pouco mais de dois anos chego à casa dos 30 (fazer uma piadinha tosca com o jingle do Bamerindus é um dos sinais de que você está ficando velha). 

Outro dia comecei a notar que minhas calças não fechavam mais da maneira adequada. Há anos e anos eu uso a mesma numeração. Que cacete aperto. A barriguinha nojenta em torno do umbigo toda saltitante me irritando.

Você começa a ter pesadelos financeiros, se imagina vendendo joias de família para comprar roupinhas novas de um número maior. E sexuais também, tendo pesadelos com seu namorado fazendo amor com o buraco do seu umbigo. Absurdo, claro. 

Além da academia três vezes por semana, fui a uma nutricionista esportiva que me passou uma dietinha. Ok, lá vamos nós, tudo tem uma primeira vez.

Queijo cottage pra cá, pão de 7 mil grãos pra lá, peito de peru defumado, arroz integral (outro pesadelo financeiro). Sem doces durante a semana (eu comia algum todo santo dia), sem qualquer fritura por alguns dias, massas em menor quantidade e muita fruta e muita gelatina pra enganar a vontade de doce.

Eu sempre perdi peso sem querer ou perceber, em semanas mais corridas. Fiquei me achando. “Com uma semana seguindo a dieta à risca perco uns 2 quilos. Missão cumprida e meus jeans 36 de volta ao conforto”.

Duas semanas depois (com intervalos gordinhos aos fins de semana) resolvi me pesar. Tã dãaaaam. Pasmei. Eu havia engordado 200 gramas. Sim, engordei. Duas semanas me policiando e puta que pariu eu engordei.

Agora vou deixar pra lá. Pão francês com manteiga aviação, brigadeiro de panela, vem pra mim! 

Minha teoria está comprovada. Dieta engorda. 

Ervilhas em: O Retorno!




Depois de longos meses – que, sinceramente, me passaram voando – volto ao Sociedade das Ervilhas com um novo propósito. 

Vamos colocar essa ervilhada pra mexer! Trago a vocês, leitoras, uma proposta diferente para o blog, ampliada. 

O que antes era um espaço para contar engraçados e/ou inusitados casos femininos, agora dá espaço também a outras coisas que rolam em uma boa roda de conversa entre mulheres: dicas de beleza, receitinhas gostosas para treinar na cozinha, histórias de viagem, moda, estilo, saúde, filhos e tudo aquilo que possa surgir durante um típico e divertido “clube da Luluzinha”.  

E com humor é mais gostoso, claro! 

Seja bem vinda ao novo Sociedade das Ervilhas! 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O curioso caso da mãe que trocou o filho por um edredom

Algumas coisas inusitadas acontecem nessa vida. Por exemplo, o curioso caso de uma amiga que trocou o filho por um edredom. Não que a criança não fosse também fofa, cheirosa e despertasse vontade de um abraço e aconchego. Ao contrário, é daquelas delícias de criança. Fofo como um edredom. Carinhoso tanto quanto uma peça da MMartan acarinha sua pele.

Mas aconteceu, numa trágica noite.

A mãe saíra de casa para curtir uma baladinha com os amigos. A vó botaria a criança para dormir. Afinal, mãe também é gente, né?! (Vó idem). Adormecido, o menino foi colocado na cama da mãe, onde gosta de passar a noite.

Lá pelas tantas, ela chegou. Cambaleante, ofegante, levemente ébria. “Levemente ébria” não. Bêbada, mesmo. (Bêbada pra caralho, pronto). Despiu-se, deitou-se na cama. Levou o braço até o menino e....

Nada. Naquele momento seu braço tocava o colchão vazio, o travesseiro abandonado. Coração na garganta. Coração na boca agora, junto com um restinho de vodka. Onde estaria? Teria fugido? Do bicho papão? Do cheiro de álcool no quarto? Mãe pensa tanta coisa absurda quando perde de vista o filho que eu jamais me atreveria a descrever os pensamentos que passavam pela cabeça dela naquela situação.

Só digo que ela correu gritando pela casa, nua e desesperada. “Socoooorrrooo, o menino, o menino, socorroooo!!!”. Mais cambaleante, mais ofegante e um pouco menos ébria. “Mamãaaaae, mamãaaaeee! Roubaram o menino, ele sumiu! Roubaram o menino!!!”.

A vó, no susto, levantou-se e veio checar a situação. Levou sua filha até o quarto para procurar debaixo da cama, dentro do banheiro, atrás dos armários, nos bolsos das calças. E ele estava bem ali, no meio da cama, dos pés à cabeça enroladinho no edredom que se aninhava outrora ao lado do corpo materno.

Ao passar o braço para o lado, nem pode ela sentir que havia passado por cima do menino, escondidinho no gostoso pedaço de pano ao lado do seu corpo. Achou que era só um aglomerado de tecido e espuma. Comeu barriga. Passou batida.

Gritos de alívio e gargalhada ao entender o que havia ocorrido. O susto lhe trouxe mais sobriedade que uma pratada de escaldado do Choppão. Voltou à cama. Agarrou o filho, cobriu-se e adormeceu, pensando em numa mais trocar o menino por um edredom. Por mais gostoso que seja.

*Atenção crianças, não tentem fazer isso em casa.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PQP Cinderela!


Nem sei se as crianças de hoje em dia sabem quem é - ou quem foi, rs – Cinderela. Já as mulheres da minha geração e de anteriores ainda se encantaram, quando novinhas, com a história do pezinho perfeito, sapatinho pequenino de cristal e o galante príncipe encantado (desconfio que minha fixação por sapatos possa ter vindo daí. Ok, por homens galantes também).

Mas, de conto de fadas, esse mimimi de Cinderela quase virou um conto de fodas, com o perdão da expressão, rs.

O namorado tomou a embarcação para terras longínquas e deixou a namorada com lágrimas de saudade dos olhos, ansiosa pelo retorno do amado, lindo, são e salvo.

Entre uma carta de amor e outra, ela encontrou-se com sua sogra, e foi surpreendida por uma inocente declaração: “Poxa vida, esqueci de trazer para você o sapatinho que você deixou lá em casa!”.

Ela ruborizou. Não se lembrava de sapato algum. Talvez sua face tivesse tomado uma expressão bege, acrílica ou fúcsia. Na verdade, toda sua concentração estava empenhada em lembrar se realmente houvera esquecido um sapato na casa do amado.

“Não, não esqueci sapato na sua casa, tem certeza? Como é?”, indagou à sogra que, naquele momento, estava mais para uma ex-futura-sogra, rs. “Esqueceu sim, um marrom, de lacinho”. Aí a situação ficou esquisita.

A mocinha calou-se por um bom tempo. Não por vergonha, raiva, ou qualquer coisa do tipo. Ela estava fazendo uma espécie de varredura pelos seus mais de 80 modelos de sapato, na esperança de encontrar algum sapatinho marrom de lacinho que ela houvesse levado para a casa do namorado.

Não, não encontrou. Nenhuma descrição parecida. Seu conto de fadas deu lugar, a partir daquele momento, às fábulas, historinhas fofas com animais como personagens e uma moral da história: O CACHORRO do namorado teria se encontrado com alguma VACA? A tal GALINHA teria esquecido o sapatinho de PIRANHA com ele? Qual seria a (i)moral da história? Tapa na MACACA? Peruca de TOURO?

Enfim, depois da criatividade literária, a racionalidade reinou por algum tempo, afinal, nada se poderia deduzir exatamente ainda, apenas que por algum motivo, algum sapato feminino de dona desconhecida estava perdido na casa. (Isso já é muita coisa, não é?!)

Poucas horas depois, a namorada voltou a indagar a sogra. “Como é mesmo o sapato?”. Mesma descrição. “Hum...e, diga, em que parte da casa EXATAMENTE você encontrou esse sapato?”, ao que ouviu como resposta: “No meu carro, vc deixou no meu carro”.

As coisas começaram a clarear, a namorada não havia saído no carro da sogra. E o namorado não costumava andar no carro da mãe, nem gostava, e ele tinha o dele próprio. O que seria? Mais e mais perguntas se seguiram, até que a sogra lembrou-se que havia dado carona para uma amiga na ida a um evento. O sapatinho marrom de lacinho era dela!!! A namorada havia voltado do evento naquele carro, aí a confusão. Ambas riram muito.

Todos os pensamentos voltaram à normalidade. Adeus fábulas, adeus nóias. Não havia vaca nenhuma e o cachorro voltou a ser gato. E, o principal, não teve pé na bunda, nem com sapatinho de cristal, nem com sapatinho marrom de lacinhos. Ufa.