domingo, 4 de outubro de 2009

Tem remédio?!

Gente. As melhores e mais engraçadas declarações femininas nem sempre surgem nos badalados banheiros femininos lotados, geralmente alcoólicos e espontâneos. Às vezes a gente se surpreende no MSN também. No meio da tarde. No trabalho. Do nada. Querem ver?

“Amiga. Eu sei que vc deve estar super ocupada .... E eu tbm to, mto... Mas preciso falar.....
Mulher..
To com um tesãooooo....
Do nada!...
Tava aki na minha cadeira de boa.... Trabalhando.
E, de repente, começou a subir um calor...
Nossa, mulher, ou é tesão ou é menopausa!!!...
Já saí para fumar. Já andei..
Comi um bombom..
E nada passa.
Se vc tiver algum remédio que não seja sexo ou outras de suas formas,
me responde.
Beijo.”


Obs: Eu não soube responder, rs. Se alguém souber...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Boas explicações para um bom fora



Antes que complete um mês desde o último post e eu me acostume com a ideia de um mero texto mensal, estou eu aqui de novo, para mais uma prosa ervilhística. Indo diretamente ao ponto (o que difícil para nós [e difícil para ‘eles’ em uma certa conotação, rs]) vou discorrer sobre os foras. Sim, aquela coisa chata que acontece com todas nós constantemente, mas que floreamos, detalhamos e tentamos explicar, ignorando o mais óbvio.

Para facilitar a sua vida leitora, e a minha também, desenvolvi uma lista de desculpas que as mulheres costumam criar quando um cara não está nem um pouco afim e fica fazendo um doce (eles também fazem!) ou simplesmente some. Isso vai te economizar tempo, pois, além de levar um fora, você não vai ter que ficar gastando neurônio para explicar a situação para si mesma e/ou para os outros. É só colar da listinha.

São as desculpas mais tradicionais que costumamos ouvir em rodinhas femininas, banheiros, e conversas ervilhísticas onde quer que seja. Mas, como eu não gosto de generalizar e colocar todas as mulheres na ‘vala comum’, eu vou deixar aqui, também, uma segunda lista, com justificativas mais originais, algumas delas, talvez, inéditas, para você arrasaaaaaar entre suas amigas. Coisa para mulher moderna.

Here we go girls!


Cinco explicações tradicionais para um tradicional fora:


- “Ah, ele está acabando de sair de um relacionamento complicado... Não posso pressioná-lo, ele está no tempo dele, mas ele me adora, vai dar certo, você vai ver”;

- “Ele está com medo. Está com medo de lidar com esse sentimento novo e intenso que tem por mim. Os homens não sabem lidar bem com isso, não é?!”;

- “Ele tem um bloqueio emocional. Os namoros anteriores o deixaram frustrado, ele está meio descrente, não quer apostar agora em um novo relacionamento. Por isso está indo com calma, mas está indo. Altamente compreensível”;

- “Ele está confuso, precisa só de um tempo. Precisa se encontrar, se redescobrir, sair com os amigos, fazer o que gosta, ficar um pouco sozinho, mas ele me curte muito, dá pra ver nos olhos dele”;

- “Ele está inseguro. Ele é de libra, eu vi. Librianos demoram a tomar decisões, porque têm medo de errar. Insegurança pura”.


(foi difícil, bem difícil parar na quinta explicação... Só de signos, tem mais onze! Mas, vamos à próxima)



Cinco explicações originais para um tradicional fora:


- “Complexo de Jocasta, é isso! A mãe dele tem um amor doentio por ele, uma fixação, e eles não se relacionam bem. Então ele espelha essa obsessividade nos relacionamentos amorosos, e acha que vai sempre ser assim. Com um pouco de terapia ele será outro homem”;

- “O cruzamento dos nossos mapas astrais não foi auspicioso. A sincronia não deu em um bom resultado. A quarta casa astrológica em que ele está, somado ao planeta regente – que conflita com o meu regente – resultam em uma insegurança e uma superficialidade incrível. É puramente astrológico. Os astros estão jogando contra”;

- “É uma questão sociocultural. Ele é igual às pessoas em torno dele, eles não têm o hábito de demonstrar afeto, carinho, essas coisas, mas sentem. É só o jeito dele, ele aprendeu que é assim”;

- “É um karma. Conexões de vidas passadas. Uma mulher me falou que tivemos um encontro muito conturbado na última encarnação, e que isso ainda será refletido e trabalhado nas próximas três”;

- “É a contemporaneidade e a libertação feminina que estão deixando os homens encabulados e com uma eterna síndrome de peter pan. Ele não quer crescer e se relacionar como homem, por isso está me evitando. É medo de si mesmo, de enxergar o mundo atual em que todos vivem e de me enxergar como mulher”.


É isso. Espero que o próximo fora, se vier (espero que não venha, mas virá) seja mais confortável. E se tiver outras desculpas boas, deixa um comentário aí (mulheres, comentem, juro postar mais, rs). Quem sabe a gente lança o ‘Top Dez’ depois, né não?!

domingo, 19 de julho de 2009

A serial killer de depiladoras


Se tem uma coisa que irrita mulher é o tal do pêlo. Coisinha pequena, chatinha, irritante, feiosa e que causa um incômodo inversamente proporcional ao seu tamanho. Aí acontece o seguinte: tirar pêlo da sobrancelha, tirar pêlo das axilas, tirar pêlos das pernas, coxas, virilha, tirar o “bigodinho”... Eu fico pensando “Meu Deus, por que a gente já não nasce sem pêlos nesses lugares?”.

Deve ser um dos nossos karmas, passar a vida arrancando pêlos. Pelo menos (“pelo menos” adoroooo ahahahahah) a gente dá emprego a depiladoras. Eu nunca vi uma que tivesse uma agenda vazia. Está sempre cheia, tem sempre fila. Hoje eu não freqüento mais (eu faço em casa tá gente?!), mas me lembro a primeira vez em que fui.
Mocinha, idade chegando, sempre vem a mãe da gente e diz “filha, está na hora”. Tipo o primeiro absorvente, ou o primeiro sutiã. Aí ela te leva em uma depiladora de confiança, que vai saber te tranqüilizar e que tem uma cera quente maravilhosa, de preferência com mel.

Gente. A primeira virilha depilada ninguém esquece. Primeiro porque dói pra burroooooo! Dá vontade de gritar – e tem gente que grita, muito. E, segundo, porque você, mocinha, fica em posições que só a sua ginecologista tinha te visto antes. Aí vem uma mulher que você nunca viu na vida, te mete a mão, te lambuza com aquela cera melequenta, e puxa tudo, parecendo que parte da sua alma foi junto com aqueles pêlos. ‘Pelo’ Amor de Deus.

Mas, como tudo na vida, você se acostuma. Afinal, tudo tem preço, e ficar bonitinha custa horrores. Eu, graças, fujo das desconhecidas me arreganhando e faço tudo sozinha em casa. Abandonei aqueles ambientes traumáticos de quartos de depilação. Quanto baixo astral tem por ali? Quanto gritos, gemidos de dor? Quanta ‘coisa feia’ aquelas depiladoras já não viram e tiveram que passar a mão. Ah, não. Não, não. Em especial, vez e outra em que retorno a esses ambientes, não consigo deixar de lembrar de um fato.

Certa vez, há muito tempo, quase uma mocinha, rs, uma amiga veio me contar uma história. Desesperada. Ela se fechou no quarto comigo. Os olhos assustados, as palavras receosas. Ela disse que precisava desabafar, contar uma coisa, mas estava com vergonha. Ela era do tipo muito pudica, resguardada, recatada e toda sorte de adjetivos afins que você imaginar. Muito mesmo.

Apesar de tudo isso, ela foi enfrentar uma depiladora. Foi sozinha, sem contar para ninguém, depilar a virilha. E ela me contou tudo depois. Chegando sua vez de ser atendida, ela deitou-se na maca para o procedimento. A depiladora grande, gorda e insensível pediu-lhe para arrancar a calça. Ela arrancou e ficou ali, de calcinha, alva e casta, esperando o serviço, apreensiva.

De repente, a mulher lhe puxou a calcinha, toda, até os joelhos. A menina quis morrer. Parecia que estava do avesso. Cera de um lado, grito contido de outro, pinça finalizando, bla bla bla.. Aquele procedimento que todas nós conhecemos. E a pura e casta amiga lá, de perninhas trancadas e dedos gelados.

Quando o pesadelo parecia haver terminado, a monstruosa depiladora disse “Minha fia, você quer que ‘cava’ mais?”. A menina não entendeu bem o que a depiladora queria dizer, mas se ela estava dizendo, deveria ser porque precisava, não era mesmo? Sem querer contrariar, ela disse, em palavras miúdas, quase sumindo no ar, “sim, pode cavar mais”.

Então a mulher pediu que ela ficasse de quatro na maca. Ahhhh! Que pesadelo! Ela me contou que parecia que todo o seu sangue havia subido para a cabeça e ela sentia uma vermelhidão e um formigamento por toda a face. Vergonha. Medo. Tensão. Socorrooooo! De novo, vontade de sair correndo, mas a vergonha a paralisou, a petrificou, e ela nada pôde fazer além de atender aquela megera com uma espátula lambrecada na mão. Ficou de quatro.

Pois bem, posicionada, vocês já sabem o que aconteceu. Nádegas a declarar, rs. Ela tomou naquele lugar – sem perdão pelo trocadilho, rs. Minha amiga ficou horrorizada, sua cabeça parecia latejar de vergonha me contando aquilo e ela disse que jamais passara por situação tão constrangedora em toda sua virtuosa vida.

Sinceramente, temo por ela. Não a vejo há anos, desde algum tempo depois que o fato ocorreu. Não tive mais notícias. De repente, ela pode ter sumido e virado naturalista, vive em uma praia nudista e não se depila. Ou continua na cidade, seguidora da Vera Fischer. Ou, quem sabe, transformou-se em uma serial killer de depiladoras.