domingo, 17 de janeiro de 2010

A maldição do espelho de provador




Definitivamente, muitas lojas de roupas femininas não sabem a grande e diretamente proporcional relação entre qualidade dos provadores vs. quantidade de vendas. Existe coisa mais broxante do que aqueles provadores com mil espelhos e uma luz branca azulada, fortíssima, digna de mesas de cirurgias? [sim, claro que existem coisas bem mais broxantes, mas não é o caso]. E, uma vez que a mulher tem acesso a essas cápsulas da maldade e inimigas da auto-estima, aquela luz forte e brilhante vai causar um delírio... o delírio da cirurgia plástica, da lipo, do silicone.

Por diversas vezes me encontrei amaldiçoando tais provadores e espelhos. E, em muitas outras, ouvi relatos de amigas. Quantas roupas lindas que ficaram para trás! Quantas blusas maravilhosas nas araras e desastrosas diante daquelas máquinas de pavor!

É que quando você sai de casa, veste uma roupa e se olha no espelho do seu quarto, tudo está bem. Ou mais ou menos bem. Daí, você sai para fazer umas comprinhas. Enche uma sacola de roupas, pega uma filinha e entra em um provador bem apertado e iluminado, com espelho para todo lado, quase uma câmara de bronzeamento artificial, só que geralmente tem um ar-condicionado.

Ok. Passo seguinte: você tira toda sua roupa para provar as lindas peças que te deixaram empolgada. Aí a merda está feita. Você olha para a direita, vê seu corpo quinhentas vezes em reflexos distorcidos. Olha para a esquerda, consegue enxergar a mais discreta das estrias láaaa naquele último reflexo. A pálpebra treme. A boca seca.

Vira para trás e não vê um bumbum cheio de celulite. Vê um conjunto de bumbuns lunares, cheios de crateras como se visse a lua com uma lupa. Olha para frente, desesperada, e vê que uma espinha nova nasceu no seu rosto. E uma pinta no seu colo.

“Meu Deus, sou a mulher monga!” é o que muitas pensam, diante da ilusão dos espelhos. Cada detalhe vira um chamariz sob aquela luz. Um espetáculo de circo. E, como se não bastasse, ainda há repetitivos reflexos, e reflexos, e mais reflexos da mesma coisa. É desesperador. Toda roupa que veste, não dá certo. É mais cruel que a nova televisão digital. Mostra tudo mesmo!

Aí, de dez peças que você teria certeza que levaria para casa, acaba levando duas. As mais comportadas, que uma vez vestidas não deixam muitos vestígios. Vai batendo uma tristeza, uma claustrofobia, o rosto esquenta [não falei que parecia uma câmara de bronzeamento?!] e você, se olha naqueles tantos reflexos deturpados, e faz uma pergunta aprendida desde a infância, mas em uma nova versão: “Espelho, espelho meu, existe um bumbum mais caído do que o meu?”.

Nessa hora você já começa a vestir a própria roupa. Junta tudo. Embola na mão o que não deu certo e talvez compre umas coisinhas. De volta ao espaço comum da loja, agradece a vendedora. Olha para sua amiga que está te esperando e vão embora. Quando cruza a porta, sua amiga pergunta por que não levou nada ou quase nada. “Vou guardar o dinheiro pra pagar uma academia...”, diz, você, com um sorriso amarelo e esperança de dias melhores.


Obs: Você amiga lojista, que tal investir de maneira diferente em provadores e aumentar sua lucratividade? Coloque um espelho daqueles que emagrece, uma luz que não seja de mesa de cirurgia [um tom mais amarelado cai bem, é confortável e esconde imperfeições], um incenso contra “mal olhado” [hahahahaha] e uma música sensual. Pronto! Não há nada melhor que um espelho amigo.
[Claro que há. Mas isso também não vem ao caso...]

domingo, 4 de outubro de 2009

Tem remédio?!

Gente. As melhores e mais engraçadas declarações femininas nem sempre surgem nos badalados banheiros femininos lotados, geralmente alcoólicos e espontâneos. Às vezes a gente se surpreende no MSN também. No meio da tarde. No trabalho. Do nada. Querem ver?

“Amiga. Eu sei que vc deve estar super ocupada .... E eu tbm to, mto... Mas preciso falar.....
Mulher..
To com um tesãooooo....
Do nada!...
Tava aki na minha cadeira de boa.... Trabalhando.
E, de repente, começou a subir um calor...
Nossa, mulher, ou é tesão ou é menopausa!!!...
Já saí para fumar. Já andei..
Comi um bombom..
E nada passa.
Se vc tiver algum remédio que não seja sexo ou outras de suas formas,
me responde.
Beijo.”


Obs: Eu não soube responder, rs. Se alguém souber...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Boas explicações para um bom fora



Antes que complete um mês desde o último post e eu me acostume com a ideia de um mero texto mensal, estou eu aqui de novo, para mais uma prosa ervilhística. Indo diretamente ao ponto (o que difícil para nós [e difícil para ‘eles’ em uma certa conotação, rs]) vou discorrer sobre os foras. Sim, aquela coisa chata que acontece com todas nós constantemente, mas que floreamos, detalhamos e tentamos explicar, ignorando o mais óbvio.

Para facilitar a sua vida leitora, e a minha também, desenvolvi uma lista de desculpas que as mulheres costumam criar quando um cara não está nem um pouco afim e fica fazendo um doce (eles também fazem!) ou simplesmente some. Isso vai te economizar tempo, pois, além de levar um fora, você não vai ter que ficar gastando neurônio para explicar a situação para si mesma e/ou para os outros. É só colar da listinha.

São as desculpas mais tradicionais que costumamos ouvir em rodinhas femininas, banheiros, e conversas ervilhísticas onde quer que seja. Mas, como eu não gosto de generalizar e colocar todas as mulheres na ‘vala comum’, eu vou deixar aqui, também, uma segunda lista, com justificativas mais originais, algumas delas, talvez, inéditas, para você arrasaaaaaar entre suas amigas. Coisa para mulher moderna.

Here we go girls!


Cinco explicações tradicionais para um tradicional fora:


- “Ah, ele está acabando de sair de um relacionamento complicado... Não posso pressioná-lo, ele está no tempo dele, mas ele me adora, vai dar certo, você vai ver”;

- “Ele está com medo. Está com medo de lidar com esse sentimento novo e intenso que tem por mim. Os homens não sabem lidar bem com isso, não é?!”;

- “Ele tem um bloqueio emocional. Os namoros anteriores o deixaram frustrado, ele está meio descrente, não quer apostar agora em um novo relacionamento. Por isso está indo com calma, mas está indo. Altamente compreensível”;

- “Ele está confuso, precisa só de um tempo. Precisa se encontrar, se redescobrir, sair com os amigos, fazer o que gosta, ficar um pouco sozinho, mas ele me curte muito, dá pra ver nos olhos dele”;

- “Ele está inseguro. Ele é de libra, eu vi. Librianos demoram a tomar decisões, porque têm medo de errar. Insegurança pura”.


(foi difícil, bem difícil parar na quinta explicação... Só de signos, tem mais onze! Mas, vamos à próxima)



Cinco explicações originais para um tradicional fora:


- “Complexo de Jocasta, é isso! A mãe dele tem um amor doentio por ele, uma fixação, e eles não se relacionam bem. Então ele espelha essa obsessividade nos relacionamentos amorosos, e acha que vai sempre ser assim. Com um pouco de terapia ele será outro homem”;

- “O cruzamento dos nossos mapas astrais não foi auspicioso. A sincronia não deu em um bom resultado. A quarta casa astrológica em que ele está, somado ao planeta regente – que conflita com o meu regente – resultam em uma insegurança e uma superficialidade incrível. É puramente astrológico. Os astros estão jogando contra”;

- “É uma questão sociocultural. Ele é igual às pessoas em torno dele, eles não têm o hábito de demonstrar afeto, carinho, essas coisas, mas sentem. É só o jeito dele, ele aprendeu que é assim”;

- “É um karma. Conexões de vidas passadas. Uma mulher me falou que tivemos um encontro muito conturbado na última encarnação, e que isso ainda será refletido e trabalhado nas próximas três”;

- “É a contemporaneidade e a libertação feminina que estão deixando os homens encabulados e com uma eterna síndrome de peter pan. Ele não quer crescer e se relacionar como homem, por isso está me evitando. É medo de si mesmo, de enxergar o mundo atual em que todos vivem e de me enxergar como mulher”.


É isso. Espero que o próximo fora, se vier (espero que não venha, mas virá) seja mais confortável. E se tiver outras desculpas boas, deixa um comentário aí (mulheres, comentem, juro postar mais, rs). Quem sabe a gente lança o ‘Top Dez’ depois, né não?!